quinta-feira, 23 de maio de 2013

AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA - ENSINO MÉDIO



AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA II –  ENSINO MÉDIO
1) (1,0)Considerando os recursos de coesão e coerência empregados pelo autor, analise os trechos abaixo e assinale a alternativa correta.
A) No trecho: “José de Alencar foi um desses escritores, e o melhor exemplo desse estilo é a obra Iracema, que, embora se apresentasse  como romance, tem todas as características de um longo poema em prosa.”, o segmento destacado está articulado com o que lhe antecede e expressa uma comparação.
B) Com o trecho: “Mas a polêmica entre Alencar e Pinheiro Chagas não foi a única em que autores brasileiros e portugueses se enfrentaram a propósito da linguagem literária.”, que se atrela
aos trechos anteriores por oposição, o autor opera uma mudança na orientação argumentativa do texto.
C) No trecho: “por isso, entenderam a exaltação da natureza como exaltação da natureza tropical, a relação entre o e elaboraram um mito das origens da nacionalidade em que no lugar do cavaleiro medieval aparece o  índio.” segmento destacado e o anterior é de causa e conseqüência.
D) No trecho: “Trata-se de um programa que, por um lado, (...) e, por outro, o engaja numa pesquisa de linguagem que pode levar a resultados
riquíssimos”, o segmento destacado está introduzindo uma explicação.
E) O trecho: “Contudo, a polêmica entre Alencar e Pinheiro Chagas permanece como um marco” está articulado aos anteriores e expressa uma conclusão.

2) (1,0) “Como se sabe, os escritores brasileiros do período romântico interpretaram o ideário de sua escola
literária num contexto criado pela independência política”. O termo destacado nesse trecho tem o mesmo valor sintático-semântico do termo destacado em:
A) Como seria possível prever o que iria acontecer com a língua do Brasil, após a sua Independência política?
B) Não se sabe ao certo como a questão da língua nacional foi tratada antes das ideias revolucionárias dos românticos.
C) No Brasil, assim como em Portugal, as questões lingüísticas foram alvo de reflexões dos autores da literatura.
D) Como não houve apoio significativo às idéias de Alencar, sua obra foi menosprezada até há pouco tempo.
E) José de Alencar contribuiu bastante para a consolidação de uma ‘língua brasileira’, como atestam seus romances.

3) (1,0) Analise as proposições a seguir, acerca de elementos linguísticos utilizados no Texto 1.
1) No trecho: “e elaboraram um mito das origens da nacionalidade em que no lugar do cavaleiro medieval aparece o índio.”, o segmento destacado tem a função de complementar o sentido do verbo ‘aparecer’.
2) “(...) o estilo dessa obra não deixou de provocar reações iradas do outro lado do Atlântico: o filólogo português Pinheiro Chagas fez dele uma avaliação muito depreciativa.” – Nesse trecho, os
dois pontos foram utilizados para introduzir uma citação literal.
3) No trecho: “Logo depois da Independência, surgiu no Brasil a questão de saber em que língua deveria expressar-se a literatura brasileira”, o
segmento destacado cumpre a função de
localizar temporalmente o enunciado.
4) No trecho: “a polêmica entre Alencar e Pinheiro Chagas permanece como um marco, pela lucidez do pensamento de Alencar e por ter lançado a ideia de que a linguagem literária deveria ser construída a partir da linguagem efetivamente usada pelos brasileiros.”, o autor apresenta dois motivos para justificar sua afirmação de que a polêmica entre Alencar e Pinheiro Chagas representa um marco.
Estão corretas:
A) 1, 2, 3 e 4
B) 1 e 2, apenas
C) 2 e 3, apenas
D) 3 e 4, apenas
E) 1 e 4, apenas

4) (1,0) Todo ponto de vista é a vista de um  ponto

Ler significa reler e compreender,  interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.
Todo ponto de vista é um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura.
A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem convive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.
BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. 4ª ed. RJ: Sextante, 1999

A expressão “com os olhos que tem”, no texto, tem o sentido de
(A) enfatizar a leitura.
(B) incentivar a leitura.
(C) individualizar a leitura.
(D) priorizar a leitura.
(E) valorizar a leitura.

5) Canguru
Todo mundo sabe (será?) que canguru vem de uma língua nativa australiana e
quer dizer “Eu Não Sei”. Segundo a lenda, o Capitão Cook, explorador da Austrália, ao ver aquele estranho animal dando saltos de mais de dois metros de altura, perguntou a um nativo como se chamava o dito. O nativo respondeu guugu yimidhirr, em língua local, Gan-guruu, “Eu não sei”. Desconfiado que sou dessas divertidas origens, pesquisei em alguns dicionários etimológicos. Em nenhum dicionário se fala nisso. Só no Aurélio, nossa pequena Bíblia – numa outra versão. dicionário se fala nisso. Só no Aurélio, nossa pequena Bíblia – numa outra versão. Definição precisa encontrei, como quase sempre, em Partridge: Kangarroo; wallaby
As palavras kanga e walla, significando saltar e pular, são acompanhadas pelos sufixos rôo e by, dois sons aborígines da Austrália, significando quadrúpedes. Portanto quadrúpedes puladores e quadrúpedes saltadores.
Quando comuniquei a descoberta a Paulo Rónai, notável linguista e grande
amigo de Aurélio Buarque de Holanda, Paulo gostou de saber da origem “real” do nome canguru. Mas acrescentou: “Que pena. A outra versão é muito mais
bonitinha”. Também acho.
Millôr Fernandes, 26/02/1999, In http://www.gravata.com/millor.
Pode-se inferir do texto que
(A) as descobertas científicas têm de ser comunicadas aos lingüistas.
(B) os dicionários etimológicos guardam a origem das palavras.
(C) os cangurus são quadrúpedes de dois tipos: puladores e saltadores.
(D) o dicionário Aurélio apresenta tendência religiosa.
(E) os nativos desconheciam o significado de canguru.

6) (1,0) RETRATO
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
— Em que espelho ficou perdida
a minha face?
Cecília Meireles: poesia, por Darcy Damasceno. Rio de Janeiro: Agir, 1974. p. 19-20.
O tema do texto é
(A) a consciência súbita sobre o envelhecimento.
(B) a decepção por encontrar-se já fragilizada.
(C) a falta de alternativa face ao envelhecimento.
(D) a recordação de uma época de juventude.
(E) a revolta diante do espelho.

7) (1,0) Assinale a alternativa que a função sintática do pronome “se” é reflexiva
a) Vivia-se tranquilamente naquele lugar.
b) Lívia olhou-se no espelho demoradamente.
c) Realizam-se festas de fim de ano.
d) Trata-se de uma boa oferta.
e) Alugavam-se roupas.

8) (1,0) Com relação ao estudo dos casos do “que”, assinale a alternativa que exerce a função de conjunção coordenativa explicativa
a) A verdade é que estamos começando a vida.
b) Quê! Você está ainda no primeiro exercício?
c) O frio era tanto que os dedos ficaram imóveis.
d) Faz que faz e não tem um teto para morar.
e) Não se preocupe que estou bem.

9) (1,0) Assinale a alternativa que a concordância verbal foi empregada corretamente
a) Vende-se casas.
b) Aspiram-se a bons cursos de veterinária.
c) Deviam haver  mais voluntários para trabalhar na alfabetização de adultos.
d) A constelação de estrelas era na verdade um grupo de atrizes famosas.
e) Eu e tu compreenderás que isso é um bom sinal dos tempos.

10) (1,0)Assinale a alternativa que a concordância nominal foi empregada corretamente
a) Eu mesmo faço isso – disse a garota.
b) Neste recinto, é proibido a entrada de pessoas sem documentos.
c) Seguem em anexo as provas corrigidas.
d) Aquele casal tem bastante amigos.
e) Depois do tombo, a mulher levantou meia tonta.
"Podemos escolher o que semear, mas somos obrigados a colher aquilo que plantamos."(Provérbios)
Boa Avaliação!

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